Kamiwaza: Way of the Thief conta a história de Ebizo, um ex-ladrão que se vê obrigado a voltar ao seu passado depois que sua filha contrai uma doença grave e precisa de remédios muito caros para curá-la.

Lançado originalmente em 2006 e relançado em 2022 como um remaster, o jogo mantém seu ar original de Playstation 2, com o remaster se limitando a adaptações técnicas para rodar em computadores modernos.

Como um immersive sim de respeito, o jogador tem bastante liberdade para definir o caminho do protagonista. É possível agir como um ladrão cavalheiro, no estilo Robin Hood, roubando dos ricos e dando aos pobres, sendo amado pela população; Ou seguir o caminho oposto, tornando-se um ladrão mesquinho que guarda tudo para si. O jogo também dá liberdade sobre como gastar todo o dinheiro obtido, seja investindo em medicamentos para sua filha, em equipamentos para facilitar os roubos ou até entregando tudo para a carismática líder dos ladrões.

O jogo se passa na cidade de Mikado, com várias sessões, e várias casas, mansões, comércios e outros locais que podemos roubar, fica à cargo do jogador escolher aonde, e como realizar seus furtos, e é aqui que o jogo brilha. As mecânicas de movimentação e roubos junta uma espécie de hack-and-slash, com elementos de rpg, podendo dinamicamente roubar todos os itens de uma mansão enquanto evita ser visto, para depois sair correndo com sua bolsa comicamente grande com todos os pertences roubados.

Porém, é também nos cenários que o jogo peca. Após algumas missões fica bem cansativo andar pelos mesmos trechos da cidade, sem fast travel, entrando nas mesmas mansões pra roubar praticamente os mesmos itens, mesmo que as mecânicas de roubo e movimentação sejam bem feitas, a cidade não é tão grande e tão dinâmica para evitar que o jogo se torne repetitivo em vários momentos.

A narrativa segue um estilo muito semelhante ao de Way of the Samurai, o que não é surpresa, já que ambos foram feitos pelo mesmo estúdio. A história alterna bem entre momentos cômicos e mais sérios, com decisões que ficam a cargo do jogador e lutas contra chefes criativas, que oferecem um bom nível de desafio.

No geral o jogo se torna fácil após algumas horas, o que não é um problema considerando que a campanha dura mais ou menos umas 9 horas. Ainda assim, o jogo compensa com uma alta rejogabilidade, podendo desbloquear todas as técnicas e ver outras escolhas da história em novas sessões.

Apesar da idade, as mecânicas de gameplay continuam muito bem feitas até os dias de hoje, e é um jogo curto o suficiente para os trechos que enjoam não comprometerem a experiência do jogo, se você gosta de jogos stealth, immersive sims com histórias com escolhas, e uma trilha sonora muito boa, Kamiwaza: Way of The Thief é uma recomendação forte.

Uma resposta para “KamiWaza Way of the Thief – Review”.

  1. Eu estava em dúvida se deveria ocupar 216 MB de espaço do meu computador pra baixar uma ROM desse jogo por medo de achá-lo maçante e esquecível, mas depois de ler essa review minha mente se abriu como os élitros de um besouro. Sempre fui um fã de jogos onde a trajetória que o jogador segue com o protagonista é importante para decidir seu final, não fazia ideia de que KamiWaza: Way of The Thief era um desses e minha curiosidade despertou mais ainda sobre quais são os desfechos que Ebizo pode encontrar. As partes repetitivas não parecem ser tão ruins quando se leva em conta o tempo esperado de uma campanha completa, relativamente curto para jogos do gênero, o que me fez descartar a possibilidade de me entediar rapidamente tentando conseguir todos os finais possíveis. Fora que eu amo hack’n’slash, e mesmo que esse seja só um dos elementos do game já é o suficiente pra me fazer testá-lo agora mesmo. Decidi que não vou baixar uma ROM porque não existe nenhuma na internet e ao invés disso vou comprar a versão disponível na Steam e tirar minhas próprias conclusões com base nessa análise. Obrigado pela review!

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